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Imposto de Renda para idosos: organização financeira evita erros e malha fina

  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

Falta de planejamento pode levar à perda de deduções e inconsistências com a Receita; com múltiplas fontes de renda, idosos precisam redobrar atenção na hora de declarar



Com o aumento da longevidade no Brasil e a diversificação das fontes de renda ao longo da vida, idosos têm enfrentado novos desafios na hora de prestar contas ao leão.

A declaração do Imposto de Renda deixou de ser um processo simples, restrito à aposentadoria, e passou a envolver rendimentos de diferentes origens, o que exige organização, atenção e planejamento ao longo de todo o ano. Especialistas apontam que o principal erro ainda começa muito antes do prazo de entrega: a falta de organização financeira.


De acordo com Janaína Gimael, educadora financeira e especialista em desenvolvimento humano do Instituto de Longevidade MAG, tentar organizar tudo apenas no período da declaração é um dos principais equívocos e pode custar caro.


“O ideal é um acompanhamento contínuo. Quem organiza as finanças de forma contínua consegue ganhar transparência no que acontece com o bolso e declara o IR de forma muito mais ágil e sem risco”, diz.


Segundo Gimael, entre os erros mais comuns que levam idosos à malha fina estão:

  • omissão de rendimentos;

  • divergência de valores declarados;

  • inclusão de despesas não dedutíveis, como medicamentos;

  • tentativa de declarar gastos com pessoas que não são dependentes legais.


Para ajudar esse momento a se tornar um hábito para todo o ano, Gimael recomenda:

  • Separar os documentos: Seja em pastas digitais ou físicas, vale manter os documentos como recibos médicos e comprovantes de pagamento, além de documentos relacionados a seguros e propriedades, em um local separado. Isso auxilia o momento de recolher esses dados para a prestação de contas. Registros de rendimentos, aposentadoria e outras fontes de renda também entram nessa lista.

     

  • Manter somente os documentos que sejam realmente necessários: Sempre que possível, descarte aqueles papéis em excesso para manter o foco na organização. Quanto menos acúmulo, melhor.

     

  • Organizar as despesas dedutíveis: Gastos com dependentes legais, saúde (pagamento a planos de saúde, consultas, exames, terapias e internações), despesas com educação, contribuições à previdência privada e pensão alimentícia podem ser considerados despesas dedutíveis. Saiba quais se encaixam no seu caso.

     

  • Ter uma maior atenção com os gastos: Saber como suas despesas diárias, semanais ou mensais funcionam pode colaborar positivamente para o momento de realizar a declaração. 


Mais fontes de renda, mais atenção na declaração

Se antes a aposentadoria era, para muitos, a única fonte de renda na terceira idade, hoje o cenário mudou. Atualmente é comum que idosos acumulem ganhos provenientes de aluguéis, investimentos, previdência privada e até atividades profissionais pontuais, o que torna a declaração mais complexa e sujeita a erros.

“As fontes de renda a serem declaradas no IR que mais geram dúvidas estão ligadas a recebimentos de aluguéis, dividendos, resgates de fundos e planos de previdência, aposentadorias e pensões, por serem os resultados naturais da fase de usufruto”, explica Amâncio Paladino, diretor da XP Vida e Previdência.


Existe idade para parar de declarar?

Não há uma idade limite que dispense automaticamente o contribuinte de declarar o Imposto de Renda. Segundo o advogado tributarista Guilherme Pedrozo, sócio do João Ernani Rodrigues da Silva & Advogados Associados, a obrigatoriedade está ligada aos critérios de renda, patrimônio e movimentações financeiras — e não à idade.


Na prática, isso significa que tanto um idoso quanto um jovem estarão sujeitos às mesmas regras: se ultrapassarem os limites definidos pela Receita, precisam declarar.

Entre os principais critérios de obrigatoriedade estão:

  • rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 no ano;

  • patrimônio superior a R$ 800 mil;

  • rendimentos isentos acima de R$ 200 mil;

  • ganhos de capital, como venda de imóveis ou investimentos.


No caso dos aposentados, o ponto de atenção costuma ser a soma da aposentadoria com outras fontes de renda, como aluguel ou aplicações financeiras.


Fonte: Infomoney

Imagem: Freepik

 
 
 

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