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Quero investir no futuro educacional dos meus filhos: por onde começar?

  • 28 de jan.
  • 5 min de leitura

Especialistas explicam passo a passo e opções que vão do seguro educacional aos fundos de investimentos


Em um cenário onde o custo da educação cresce acima da inflação e a competitividade do mercado de trabalho exige cada vez mais qualificação, garantir uma reserva financeira para o futuro educacional dos filhos tem se tornado um desafio e uma prioridade para os pais.

 

Cada vez mais, famílias buscam construir um legado financeiro que garanta oportunidades como intercâmbios, faculdade no exterior ou uma reserva de autonomia para a vida adulta dos filhos.

No entanto, escolher por onde começar e como investir esses recursos exige mais do que boa vontade, é preciso também estratégia.

 

Segundo especialistas ouvidos pelo InfoMoney, o planejamento financeiro para a educação deve começar o quanto antes e envolver muito mais do que uma simples poupança. É preciso definir objetivos claros, ter disciplina para guardar o dinheiro, entender o momento de vida da família e escolher as melhores modalidades de investimento e/ou proteção para cada caso.

 

Sonhar é o primeiro passo

Segundo Lucas Sharau, planejador financeiro e sócio da iHUB Investimentos, antes de qualquer cálculo ou aplicação financeira, o primeiro passo é sonhar.  “É o passo que muita gente não dá, mas é essencial. O que você deseja para seus filhos? Quais são seus objetivos para eles e em que áreas você quer contribuir? A partir daí é possível mensurar como você pode colaborar com isso”, afirma.

 

Planejar é como preparar uma viagem: não adianta ter uma mala enorme se a viagem é pequena ou uma mala pequena para uma viagem longa. Definir o valor necessário, a idade em que o dinheiro será usado (prazo) e os objetivos (escola, ensino superior, pós-graduação ou intercâmbio) é indispensável para determinar quanto e quando guardar, evitando surpresas financeiras. Nesse sentido, é importante traçar aportes que caibam no bolso.

 

“As pessoas não são iguais, e sabemos que os momentos financeiros da vida oscilam ao longo do tempo. Por isso, é necessário equilibrar o valor do aporte que precisa ser feito com o quanto você consegue contribuir. Muitas vezes, esse ajuste é fundamental para um planejamento financeiro sustentável”, diz Sharau. Além disso, o tempo é um aliado exponencial no crescimento do patrimônio. Quanto antes começar, menor o esforço e maior o potencial para acumular o necessário.

 

O segredo está na disciplina

Sonhos alinhados, metas definidas, prazos estabelecidos e valores calculados. Quase tudo pronto. Resta só a disciplina para manter os aportes em dia. Isso porque é fundamental cumprir os compromissos assumidos.

 

De acordo com o planejador financeiro, se esquecer de guardar o dinheiro em algum mês, é crucial compensar no mês seguinte para não comprometer a meta. “Deixar de investir R$ 100 por 18 anos impacta significativamente o resultado final, pois esses valores não terão rendido durante todo esse tempo.”

A regularidade, mesmo que com valores menores, é o que potencializa os ganhos ao longo do tempo, graças ao efeito dos juros compostos. Além disso, saber onde colocar o dinheiro para o futuro educacional dos filhos para crescer de forma segura e eficiente faz toda a diferença. Existem diversas opções no mercado – cada uma com características, vantagens e indicações para perfis específicos.

 

Seguro educacional

O seguro educacional é uma modalidade que protege contra riscos financeiros que podem impactar a educação dos filhos, como morte, invalidez ou desemprego do responsável financeiro.

 

Para Josusmar Souza, fundador da corretora de seguros Mister Líber Brasil, diferente de um investimento, o seguro não acumula patrimônio, mas garante a continuidade dos estudos, evitando que o filho tenha que reduzir o padrão educacional por falta de condições financeiras.

“Todo seguro serve para proteger contra imprevistos, antecipando possíveis problemas. Com esse tipo de seguro, você preserva algo essencial: a qualidade do ensino.”

 

Muitas escolas e faculdades já incluem um seguro coletivo embutido na mensalidade, com custo relativamente baixo (1% a 3% da mensalidade). Em caso de sinistro (ocorrência do risco previsto no contrato), o seguro pode quitar o valor devido à instituição. Também é possível contratar essa modalidade de forma privada, com a possibilidade de coberturas adicionais, como apoio psicológico, transporte, material escolar, entre outros.

 

O seguro educacional é muito recomendado para famílias que querem proteção contra imprevistos graves e têm renda instável, ou que priorizam a segurança da educação mesmo em cenários adversos.

 

Previdência privada

A previdência privada é um dos instrumentos mais usados para planejamento educacional de longo prazo. Ela é ideal para quem busca uma solução completa, que une investimento com proteção, e para quem busca segurança e disciplina nos aportes ao longo do tempo.

 

Nesse caso, os pais fazem aportes regulares em um fundo gerenciado por especialistas. O dinheiro acumulado rende de acordo com o perfil escolhido, que pode ser mais conservador, moderado ou agressivo.

 

Na perspectiva de Josusmar, guardar dinheiro mensalmente é uma prática cultural pouco comum entre brasileiros, e esse tipo de modalidade pode não ser recomendado para determinados perfis. “O valor deve ser depositado em uma conta ou investimento escolhido, onde poderá render. Se o dinheiro ficar na sua mão, há o risco de gastá-lo. A questão é: você tem disciplina para economizar?”

 

Uma das vantagens é que em caso de falecimento do titular, geralmente o pai ou a mãe, o saldo é destinado aos beneficiários, garantindo proteção financeira aos filhos. Além disso, tem benefício tributário e pode ser feita em nome dos pais ou diretamente do filho.

 

Fundos de investimentos

Os fundos de investimento são carteiras diversificadas gerenciadas por profissionais e podem ter diferentes tipos de ativos, incluindo renda fixa, ações e títulos públicos. Eles são indicados para pais que conhecem o mercado financeiro ou que desejam diversificar, buscando maior potencial de retorno e que têm uma visão de investimento mais ativa.

 

“O cenário econômico atual apresenta títulos públicos de longo prazo com taxas elevadas, comparadas à média histórica, refletindo juros altos. Isso porque o risco fiscal no Brasil está elevado”, diz Lucas Sharau, da iHUB Investimentos.

 

Entre os investimentos mais recomendados para planejamento educacional estão os títulos públicos do Tesouro Direto, especialmente os indexados à inflação (NTNBs). Esses títulos oferecem rentabilidade real, ou seja, rendimento acima da inflação, protegendo o poder de compra do dinheiro ao longo dos anos.

 

Além de segurança, por serem garantidos pelo Tesouro Nacional, esses títulos têm custos baixos e prazos variados, o que permite adequar o investimento conforme a idade do filho e o prazo para o uso dos recursos. Recentemente, foi lançado o Tesouro Educa+, específico para auxiliar no planejamento dos gastos educacionais, com pagamento mensal após o período de acumulação.

 

Fonte: Infomoney

Foto: Freepik

 
 
 

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