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Educação financeira para pessoas acima de 60 anos pode contribuir para a longevidade


Cuidar das próprias contas é uma forma de garantir liberdade, segurança e bem-estar emocional, ensina economista. Veja como dar os primeiros passos

 

Lidar com dinheiro nem sempre foi parte das lições da escola ou sequer da conversa em casa. Educação financeira é assunto recente. Isso explica o fato de muita gente chegar à aposentadoria sem saber organizar o orçamento, planejar o futuro ou se proteger de armadilhas. Mas nunca é tarde para aprender. Pelo contrário. A alfabetização financeira depois dos 60 anos pode ser transformadora.

 

Com o aumento da expectativa de vida e da participação de pessoas mais velhas na economia, cresce o número de iniciativas voltadas para esse público. Centros comunitários, bancos, universidades e ONGs vêm oferecendo cursos, oficinas e programas gratuitos ou de baixo custo, tanto presenciais quanto online. Fundamental, a proposta é dar aos 60+ ferramentas para que assumam o controle da própria vida financeira, com mais segurança, autoestima e qualidade de vida.

 

— O brasileiro consome com muita tranquilidade, mas não foi educado para se planejar financeiramente — afirma a economista Isabel de Cássia Ribeiro, presidente do Conselho Regional de Economia da Bahia.

 

Para ela, muitos idosos mantêm hábitos de consumo que poderiam ser revistos, por falta de orientação ou apoio familiar.

 

— É comum essas pessoas terem vendedores que vão até em casa e comprar por afeto, não por necessidade. Também é importante rever planos de internet, despesas fixas e entender o que é essencial — observa.

 

Planejamento financeiro traz felicidade. A pessoa se sente dona da própria vida, consegue se programar, sonhar, pensar no futuro”

 

— Isabel de Cássia Ribeiro, presidente do Conselho Regional de Economia da Bahia

 

Outro fator preocupante, segundo Isabel, é a dependência de familiares em relação à renda dos aposentados.

 

— Há muitos jovens que não trabalham e vivem da pensão ou aposentadoria dos avós. Isso cria uma zona de conforto para eles e prejudica quem deveria estar usando esse dinheiro para viver com mais conforto — afirma.

 

Em sua própria família, ela tenta manter um diálogo franco com a mãe, de 90 anos, sobre os gastos.

 

— Faço uma planilha com ela, para mostrar para onde está indo o dinheiro. Quem não olha as próprias contas perde a noção do valor das coisas. Ou passa a achar tudo caro ou começa a gastar sem critério — observa.

 

 

A economista também alerta para os golpes, cada vez mais comuns, especialmente entre esse público.

 

— Em situações como essa, os mais velhos sentem que perderam a autonomia, e isso tem um impacto emocional profundo na saúde mental deles — afirma a economista.

 

A dica, aqui, é tentar resolver o caso com calma e paciência. Lembrando que a culpa nunca é da vítima.

 

Planejar traz felicidade

A especialista recomenda ainda que essas pessoas procurem sempre alguém de confiança para conversar sobre finanças — um filho, um neto ou até o gerente do banco.

 

— Ir ao banco, conversar com o gerente, entender o que está acontecendo com o dinheiro é, para muitos, também uma forma de socializar, de sair de casa. E esses profissionais estão preparados para orientar com responsabilidade.

 

Mais do que números, aprender a lidar com os próprios recursos está diretamente ligado ao bem-estar emocional.

 

— Planejamento financeiro traz felicidade. A pessoa se sente dona da própria vida, consegue se programar, sonhar, pensar no futuro — aponta.

 

Segundo suas contas, o ideal é que parte da renda seja destinada ao lazer, um dos pilares do envelhecimento saudável.

 

— Há inúmeras atividades gratuitas ou a preços acessíveis, como dança, teatro, academia, grupos de convivência. Isso ajuda a manter o corpo ativo, o humor em dia e o senso de pertencimento — garante a profissional.

 

O aprendizado pode começar com atitudes simples: observar os gastos do mês, conversar com a família, estabelecer metas, fazer um planejamento básico. Isabel aconselha também a criar ou manter uma reserva de emergência.

 

A dica final é prática e muito simples: checar o extrato bancário toda semana.

 

— Assim você sabe o que está acontecendo com o seu dinheiro, evita surpresas, percebe cobranças indevidas e reflete sobre o que pode ser cortado.

 

Vale lembrar que a liberdade financeira é essencial para uma longevidade plena. O resto é lucro.

 

 

Fonte: O Globo

Foto: Freepik

 
 
 

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